Zona Franca de Manaus: 59 anos fortalecendo a economia e o desenvolvimento na Amazônia

Modelo econômico que transformou a região une indústria, inovação, geração de empregos e preservação ambiental
Criada em 28 de fevereiro de 1967 por meio do Decreto-Lei nº 288, a Zona Franca de Manaus se consolidou como um dos mais importantes projetos de desenvolvimento regional do Brasil. Ao longo de quase seis décadas, o modelo transformou a capital amazonense em um polo industrial estratégico, responsável por impulsionar a economia, gerar empregos e fortalecer a competitividade da Amazônia.
Mais do que um regime de incentivos fiscais, a Zona Franca viabilizou a instalação de grandes indústrias e consolidou o Polo Industrial de Manaus, que hoje reúne mais de 500 empresas e abastece o mercado nacional com produtos eletroeletrônicos, bens de informática, motocicletas e diversas tecnologias presentes no cotidiano dos brasileiros.
Impacto direto na economia
O Polo Industrial de Manaus movimenta bilhões de reais por ano e gera milhares de empregos diretos e indiretos, consolidando-se como um dos principais motores econômicos da Região Norte. O dinamismo industrial também fortalece a cadeia logística e impulsiona o comércio e o setor de serviços, ampliando a circulação de renda e oportunidades na capital amazonense. Nesse cenário, a articulação entre indústria, comércio e instituições representativas tem sido fundamental para fortalecer o ambiente de negócios e ampliar os benefícios do modelo econômico para toda a sociedade.
Educação, inovação e qualificação
Outro pilar essencial da Zona Franca é o investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Esses recursos fortalecem universidades, centros de pesquisa e projetos tecnológicos que ampliam a competitividade da região.
Um dos principais exemplos desse impacto é a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), mantida com recursos vinculados ao modelo econômico. Presente nos 62 municípios do estado, a instituição contribui para a formação de profissionais qualificados e para a interiorização do ensino superior. Além disso, centros tecnológicos e institutos de pesquisa desenvolvem soluções nas áreas de automação, inteligência artificial e sustentabilidade, aproximando a indústria da produção científica e da inovação.
Desenvolvimento aliado à preservação
Além do crescimento econômico, a Zona Franca de Manaus se consolidou como um modelo de desenvolvimento alinhado à preservação ambiental. Especialistas apontam que a geração de empregos formais e o fortalecimento da economia urbana ajudam a reduzir pressões sobre o desmatamento, contribuindo para a manutenção da floresta em pé.
A relevância do modelo foi reafirmada com a prorrogação dos incentivos fiscais até 2073, garantindo segurança jurídica e previsibilidade para novos investimentos na região.
Comércio fortalecido e articulação institucional
Dentro desse contexto, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus) tem atuado de forma estratégica na defesa e valorização do modelo Zona Franca. Sob a liderança do presidente Ralph Assayag, a entidade tem participado ativamente do diálogo com instituições e autoridades para fortalecer o desenvolvimento econômico da capital e garantir que os benefícios do Polo Industrial também se reflitam no comércio local.
Assayag destaca que a integração entre indústria, comércio e poder público é essencial para manter o crescimento sustentável da região. Nesse processo, a parceria institucional com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), atualmente liderada pelo superintendente Bosco Saraiva, tem sido fundamental para ampliar o diálogo com o setor produtivo e fortalecer políticas voltadas ao desenvolvimento regional.
“A Zona Franca é um patrimônio do Brasil e um instrumento essencial para o desenvolvimento da Amazônia. O fortalecimento desse modelo passa também pela valorização do comércio e pela integração entre os diversos setores da economia”, ressalta o presidente da CDL Manaus.
59 anos construindo o futuro
Aos 59 anos, a Zona Franca de Manaus reafirma seu papel como um dos principais motores de desenvolvimento da Amazônia. Mais do que incentivos fiscais, o modelo representa oportunidades, inovação, qualificação profissional e estabilidade econômica pilares que seguem impulsionando o presente e projetando um futuro promissor para a região.





